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08 fevereiro 2013

Concurso para Residência Médica 2013

Informações: http://www.ligacontraocancer.com.br/novidades/abertas-as-inscricoes-para-a-segunda-chamada-para-residencia-medica-2013-confira-o-edital/835

05 dezembro 2012

Ministério da Saúde anuncia 1,6 mil novas bolsas de residência médica

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira, 23, a ampliação do número de bolsas de residência médica que serão oferecidas no próximo ano. No total, serão financiadas 1.623 bolsas, em 19 especialidades com carência de profissionais - um aumento de 129% em um ano. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas e do Pró-Residência Multiprofissional. O órgão também anunciou a oferta de 1270 bolsas extras de formação multiprofissional.

Os cursos atendem às demandas mais urgentes do Sistema Único de Saúde (SUS). Para as bolsas de residência médica, serão aplicados R$ 129,1 milhões e outros R$ 36,3 milhões para as de caráter multiprofissional. O valor pago a cada estudante é de R$ 2.861,79 mensais.

O objetivo do Governo Federal é abrir 4 mil bolsas de residência médica e 3,2 mil vagas de residência multiprofissional até 2014. Atualmente o País tem 10.434 profissionais na etapa inicial da residência. Além do investimento em capacitação, outros R$ 80 milhões serão aplicados na melhora de infraestrutura dos hospitais e das Unidades Básicas de Saúde que ampliarem o quadro de residentes.

As instituições interessadas em expandir os programas de residência se inscreveram em edital divulgado em 2011. As especialidades médicas com maior demanda foram Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Obstetrícia e Ginecologia e Medicina de Família e Comunidade. Já as áreas de residência multiprofissional mais solicitadas foram Atenção Básica e Saúde Mental.

O recursos mensais para manutenção dos novos programas de residência serão recebidos pelos hospitais ao longo de 2013. O Ministério da Saúde planeja investir R$ 60 milhões em ajuda às unidades médicas. A verba para infraestrutura deve ser destinada à construção de bibliotecas, salas de estudo, laboratórios e compra de material permanente.

Fonte: Estadão SP

19 agosto 2012

Residência Médica é inaugurada no Hospital da Polícia

Na última segunda-feira (13), às 19h30, no Hospital Central Coronel Pedro Germano (Hospital da Polícia), aconteceu a abertura da programação científica em Residência Médica em Otorrinolaringologia.

O projeto visa a implantação do Núcleo de Referência em Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, através da criação da primeira residência médica na área, a partir de fevereiro de 2013, com duração de três anos e a criação do serviço na rede estadual de saúde pública.

Os residentes assistirão aulas via internet (real time), através de convênios com a USP, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, UFRN/HUOL, com a Coordenação do Médico Pedro de Oliveira Cavalcanti Filho.

Com a implantação do serviço, os pacientes SUS que necessitarem de uma cirurgia de emergência serão referenciados para o Hospital da Polícia, onde receberão os procedimentos. "O centro de referência vai criar uma nova realidade na assistência médica do estado", disse o coordenador.

A expectativa é para que sejam realizadas, em média, 40 cirurgias por mês ou cerca de 450 por ano no Hospital da Polícia, com o objetivo de evitar complicações e sequelas, dando uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

Com informações da Ascom-Sesap

Fonte: Tribuna do Norte

11 julho 2012

FENAM se posiciona contra o PROVAB e a favor da carreira médica

Médicos de todo país, representados por 53 sindicatos de base votaram e definiram diretrizes a serem desenvolvidas pela Federação Nacional dos Médicos pelos próximos dois anos. As deliberações foram tomadas durante XI Congresso da entidade, realizado de 24 a 26 de maio últimos, em Natal (RN). A "Carta de Natal", ainda está sendo finalizada, antes de sua divulgação oficial, mas trará balizadores de ações em favor do médico brasileiro e de uma saúde com qualidade para a população.

Assim, adianta-se que a FENAM defenderá:

- O Sistema Único de Saúde, conforme a Carta Constitucional de 1988 e a alteração da Emenda Constitucional 29, com destinação de 10% das receitas correntes brutas da União para o setor;

- políticas garantidoras de fixação dos profissionais de saúde e dos médicos, em especial, com eficácia de gestão nos níveis federais, estaduais e municipais;
- implantação de planos de carreira e gestão de recursos humanos eficientes;
- aprovação da lei que regulamenta o exercício da medicina;
- ações políticas e jurídicas contra terceirização da assistência médica no Sistema Único de Saúde; e
- atenção primária à Saúde, com ênfase na Estratégia Saúde da Família como porta de entrada para o sistema de saúde com infraestrutura digna, eficiente e ágil para seu pleno funcionamento.

A FENAM terá postura contrária:

- à criação de novos impostos para a Saúde;
- ao serviço civil obrigatório para médicos;
- ao Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica – PROVAB;
- à abertura indiscriminada de escolas médicas; e
- ao exame de ordem para médicos.

A entidade também enfatiza que lutará pela:

- aprovação da proposta de Emenda Constitucional 454/2009, que cria a carreira de Estado dos médicos no serviço público;
- rejeição de qualquer proposta que vise facilitar a revalidação de diplomas médicos expedidos no exterior;
- garantia que todo egresso em Medicina tenha acesso aos programas de Residência Médica;

Fonte: FENAM

26 abril 2012

Carreira de Estado é solução para fixar médicos no interior

“Para garantir a fixação do médico em regiões longínquas é necessário a criação de uma carreira de Estado aos moldes da magistratura”, defendeu o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’Avila, durante audiência pública, nesta terça-feira (24), na qual se discutiu a interiorização de médicos. A iniciativa para o debate foi dos senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Davim (PV-RN).

Pesquisa recente do CFM apontou que 72% dos médicos brasileiros estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste. Roberto d’Avila lembrou que uma das lutas dos Conselhos de Medicina é proteger a sociedade do mal profissional. Neste contexto, o presidente do CFM criticou a abertura de escolas médicas sem necessidade social, sem hospitais-escola e corpo docente qualificado; e a possibilidade de se revalidar automaticamente diplomas de estrangeiros que não foram aprovados no programa Revalida. “Vimos que nos últimos dez anos as escolas médicas dobraram o número, mas isso não foi suficiente para garantir profissionais no interior. A revalidação de diplomas sem avaliação coloca em risco a saúde da população”, disse.

O presidente eleito do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Wilson Alecrim, informou que o tempo médio de permanência do médico nos postos de trabalho no Brasil é um pouco mais de 2,5 anos. Para ele, a distribuição igualitária de profissionais em todo o território brasileiro também depende da criação de uma carreira de Estado, com flexibilização de horário, auxílio transporte e alimentação, moradia, boas condições de trabalho, plano de cargos e salários e vinculo empregatício.

Financiamento - Na avaliação do vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Jorge Carlos Machado Curi, a causa fundamental do problema de distribuição de médicos no Brasil está relacionada ao financiamento deficitário. Para ele, a participação do governo federal no financiamento da saúde pública deve aumentar. Ele ressaltou que também a periferia de grandes metrópoles tem déficit de médicos, que não se fixam nos postos de trabalho por falta de condições.

Comissão conjunta do Senado e Câmara, sugeriu o representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), José Enio Duarte, poderia discutir o financiamento da saúde. Para ele, o assunto deve ser tratado com os gestores municipais. “Não podemos mais postergar. Cada um fala uma coisa e a população não tem a assistência médica de qualidade", protestou.

Carência – O déficit de médicos, disse o representante do Ministério da Saúde, Fernando Antonio Menezes da Silva, inclui outros fatores, como afastamento da atividade em determinadas fases da vida profissional. Ele ressaltou que, atualmente, há mais mulheres médicas do que homens. Na fase reprodutiva, elas se afastam da profissão. Já entre os homens, observou, o afastamento se dá para ocuparem cargos de gestão.

O representante da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, Antônio Evandro Melo de Oliveira, ressaltou que as medidas adotadas para resolver o problema não podem ser emergenciais e provisórias. Na opinião dele, é preciso encontrar medidas de longo prazo que atendam às necessidades da população, de modo que sejam arregimentados profissionais de forma permanente e dentro da legalidade.

Tema - Devida a grade repercussão do tema, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realizará seminário para discutir medidas que levem médicos a se fixarem no interior do Brasil. A sugestão foi apresentada pelo senador Humberto Costa (PT-PE). Para o senador, financiamento e problemas de gestão comprometem o atendimento à saúde. Em sua avaliação, a solução depende de ações específicas, a serem implantadas a partir do quadro de carências, levando em conta o mercado e a regulação.

Na avaliação de Vanessa Grazziotin, o seminário deve contar com a participação da sociedade e das entidades médicas. Durante a realização da audiência no Senado, observou a senadora, estudantes de medicina do Amazonas realizavam manifestação contra projeto de lei de sua autoria (PLS 15/2012) que propõe a revalidação automática de diplomas estrangeiros para profissionais de saúde exercerem a medicina no estado. Os estudantes consideram uma “invasão de seu mercado”, disse a senadora.

Vanessa Grazziotin ressaltou que 30% dos médicos que atuam no Amazonas são estrangeiros, muitos sem registro no território brasileiro. Ela garantiu que a intenção não é trazer médicos incompetentes e nem ocupar o lugar dos brasileiros. No entanto, ponderou, há uma carência desses profissionais em localidades em que brasileiros se recusam a trabalhar, o que penaliza a população.

Fonte: Portal Médico

14 abril 2012

CRMs pedem manutenção do Revalida

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) divulgaram nesta terça-feira (10/04) nota pública contra a revalidação indiscriminada de diplomas de Medicina obtidos no exterior. Os representantes das entidades passaram o dia reunidos em Brasília, quando avaliaram o tema e suas consequências para a saúde da população e para a qualidade da assistência oferecida.

No texto, os representantes dos conselhos pedem ao Governo a manutenção do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida), aplicado, desde 2010, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e reconhecido pelo uso de critérios uniformes, justos e transparentes na avaliação dos candidatos.

Para o grupo, sem observar estes critérios, estará se colocando em risco a saúde da população e não solucionará o problema da falta de médicos em algumas regiões e em determinados serviços públicos de saúde no Brasil.


Leia na íntegra a NOTA PUBLICA DO CFM E DOS CRMs - CONTRA A REVALIDAÇÃO INDISCRIMINADA DE DIPLOMAS DE MEDICINA OBTIDOS NO EXTERIOR: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=22805:crms-pedem-manutencao-do-revalida-e-respeito-a-legislacao-que-trata-do-tema&catid=3

Fonte: Portal Médico

09 abril 2012

Apenas 20% dos médicos estão interessados em áreas carentes

Mesmo a peso de ouro, prefeituras enfrentam dificuldades para contratar médicos no interior e até na periferia das grandes cidades. Nada menos do que 1.228 municípios pediram ajuda ao Ministério da Saúde para atrair recém-formados neste ano. A intenção era preencher 7.193 vagas, mas só 1.460 médicos demonstraram interesse, o equivalente a 20% da demanda.

Os números são do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), iniciativa do Ministério da Saúde para levar médicos a rincões do país e áreas carentes nas capitais e regiões metropolitanas.

O Provab oferece bônus de 10% nas provas de ingresso em residências médicas a recém-formados que trabalharem por um ano em cidades do programa.

Balanço do Ministério da Saúde mostra que 233 cidades não atraíram nenhum interessado. Todos os 1.640 médicos inscritos foram selecionados em fevereiro, isto é, ficaram aptos a fechar contrato imediatamente com as prefeituras.

Até a semana passada, porém, só 460 profissionais já tinham começado a trabalhar, enquanto outros 140 estavam em processo de contratação.

A formação e distribuição de médicos em território brasileiro entrou na agenda do Palácio do Planalto. A presidente Dilma Rousseff determinou aos ministérios da Saúde e da Educação que preparem um plano para aumentar o número de médicos no país.

O governo está convencido de que faltam profissionais e estuda criar ou ampliar faculdades, assim como facilitar a validação de diplomas de quem se formou no exterior, em países como Cuba, Bolívia e Argentina. Outro projeto é abrir mais 4 mil vagas de residência.

Referência: O Globo – 08.04.2012

16 março 2012

XXIV Simuladão MEDCEL

Clique no cartaz acima para ampliá-lo!


Mais informações: www.medcel.com.br

26 janeiro 2012

SJT - Início das aulas Turma Natal (28 e 29 de Janeiro)



Matrículas Abertas: (84) 9907-7774.

13 janeiro 2012

SJT - promoção relâmpago!

SJT - cursinho preparatório para Residência Médica - até sábado (14/01) por apenas 12 X R$ 500 reais.
Interessados enviar email para diegotorquato1984@gmail.com ou ligar para (84) 9907-7774.

08 dezembro 2011

SJT - Super Promoção somente até sexta-feira (09/12/2011)

Contato:
Diego Torquato: (84) 9907-7774

06 novembro 2011

23 setembro 2011

Residência Médica no HUOL, HOSPED e MEJC

A UFRN abre inscrições para 61 vagas do programa de Residência Médica para diversas especialidades. Os candidatos selecionados atuarão no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), no Hospital de Pediatria Dr. Heriberto Bezerra (HOSPED) e na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC).

Os interessados podem se inscrever no processo seletivo entre os dias 3 e 23 de outubro, na página da COMPERVE, através do endereço www.comperve.ufrn.br. A taxa de inscrição é de R$ 180,00.

A seleção dos candidatos será realizada em três fases: uma prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório; uma prova teórico-prática baseada em análises de casos clínicos, de caráter eliminatório e classificatório; e pontuação baseada na análise curricular do candidato, apenas de caráter classificatório.

A prova objetiva será realizada no dia 4 de novembro com 4 horas de duração e a prova teórico-prática acontece no dia 11 de novembro, ambas em local a ser divulgado no site da Comperve.

Os programas de treinamento em serviço serão cumpridos em tempo integral e plantões, com carga horária de 60 horas semanais, perfazendo um total de 2.880 horas anuais, tendo início em 01/02/2012, com bolsa auxílio de R$ 2.384,82.

A Residência Médica é um curso de Pós-graduação lato sensu, regulamentado pelo decreto nº 80.281, de 05/09/77, e pela Lei 6.932, de 07/07/81, e demais Resoluções emanadas da CNRM. A informação sobre a distribuição das vagas, duração dos programas e pré-requisitos de cada um deles se encontra no edital do processo seletivo, disponibilizado na página da COMPERVE, no link: http://www.comperve.ufrn.br/conteudo/residencias/medica2012/documentos/editalResidenciaMedica2012_20110916.pdf

07 setembro 2011

Atuar em áreas pobres dará bônus a médicos residentes

Os egressos do curso de Medicina que optarem por atuar nos municípios de extrema pobreza e em periferias das grandes metrópoles terão até 20% de pontuação adicional na nota das provas de residência. A medida, lançada nesta sexta-feira (2) pelo Ministério da Saúde, visa atrair médicos para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) em municípios onde há carência desses profissionais.

A bonificação já poderá ser utilizada nos exames que serão realizados em novembro de 2012. Pelo programa, serão abertas duas mil vagas, que poderão ser preenchidas a partir de fevereiro do próximo ano. "Consideramos que essa é uma das maneiras mais efetivas de disponibilizar, de forma rápida, médicos para ampliar a assistência à população", disse o chefe de gabinete do Ministério da Saúde, Mozart Sales.

A proposta está contida na Portaria 2.087, publicada no Diário Oficial da União (DOU), e foi acordada entre o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Residência Médica, o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS).

Fonte: Agência Estado

26 julho 2011

Bolsa de médicos residentes tem novo valor

Em nota, a Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) alerta os profissionais sobre a vigência do novo valor da bolsa. Conforme a MP 536/2011 — publicada no Diário Oficial da União no último dia 24 — o médico pós-graduando deve receber, a partir de julho, benefício equivalente a R$ 2.384,82.

Em junho, conforme orientação do Ministério da Educação, o valor da bolsa pago será de R$ 2.338,06 (valor estabelecido pela MP 521/2010). “Os locais que já repassaram o valor antigo (R$ 1.916,45) aos residentes devem fazer a complementação até o final do mês, ou até o próximo pagamento”, esclarece o secretário geral da Associação, Natal Katz.

Pressão garantiu reajuste – No dia 24 de junho, o Governo Federal cedeu à pressão dos médicos residentes e editou nova Medida Provisória (MP 536/2011) reassegurando aumento de 22% na bolsa. A medida supre com vantagem a MP nº 521/2010, que perdeu eficácia no Senado Federal no início deste mês. “Com a correção inflacionária, o valor ficou R$ 46 superior ao da MP 521/10”, lembrou Katz. Dúvidas sobre o assunto devem ser encaminhadas para o e-mail anmr@anmr.org.

Recém-formado poderá ter bônus para Residência Médica

Médico trabalharia até 2 anos em cidades carentes, no Programa Saúde da Família, e teria vantagem ao prestar exame de residência

Além de querer expandir vagas para a formação básica em medicina, o plano nacional de educação médica, que está sendo finalizado pelo governo federal, prevê também a distribuição mais criteriosa das vagas de residência, que formam especialistas.

Segundo Milton de Arruda Martins, do Ministério da Saúde, um levantamento do Observatório de Recursos Humanos da Secretaria de Saúde de São Paulo apontou que 82% dos médicos permanecem trabalhando no Estado onde fizeram residência.

"A gente quer garantir as vagas de residência médica de forma que as especialidades sejam distribuídas de acordo com a necessidade de cada Estado", diz.

O governo também quer encontrar formas de manter os médicos nos Estados que mais precisam. Uma das ideias em análise é a proposta do serviço civil, que oferece incentivos financeiros para manter o profissional recém-formado em áreas remotas.

Voluntariamente. A ideia do governo é que, de forma voluntária, o médico recém-formado tenha acesso à lista de cidades mais distantes, onde há carência de profissionais, e passe a integrar o Programa Saúde da Família (PSF) por até dois anos.

"Não existe solução única. Ele receberia salário de médico da família (que gira em torno de R$ 9 mil) e poderá ter um bônus de 10% ou 20% como forma de vantagem quando ele prestar o exame de residência", diz Martins, reforçando que o assunto ainda precisa ser mais discutido com a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

"A gente vai oferecer condições para atrair os médicos para o Programa Saúde da Família. Em vez de ele se preparar para o concurso de residência, ele se habilitaria para atender a população. E isso, no futuro, contaria pontos para a prova de residência", diz Jatene.

Coerção. O Conselho Federal de Medicina (CFM) refuta a proposta de beneficiar na prova de residência os médicos que participem do programa. "A medida não configura voluntariedade e também é uma forma de coerção", avalia Carlos Vital.

"É um desrespeito ao egresso remetê-lo a áreas longínquas e sem condições de trabalho, e também à população do local, que será servida por profissionais recém-formados, tensos e ansiosos pelas condições de trabalho e pela pouca experiência. Não é justo com o médico nem com a população", diz Vital.

Antonio Carlos Lopes, médico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e ex-secretário executivo da CNRM, tem posição semelhante. "Dessa forma, o mérito é jogado fora. Quem participa do Programa Saúde da Família é médico iniciante que quer juntar dinheiro e profissional em fim de carreira", diz. "É ruim para a população, porque os recém-formados são médicos, mas não são especialistas."

A atual secretária executiva da CNMR, Maria do Patrocínio Tenório Nunes, disse que prefere ter conhecimento do plano para opinar.


Fonte: O Estado de S.Paulo

12 julho 2011

MEC torna obrigatório descanso pós-plantão para residentes

Resolução publicada no "Diário Oficial da União" estabelece que os residentes de medicina devem cumprir descanso obrigatório após trabalharem em plantões noturnos.

De acordo com o texto, da Comissão Nacional de Residência Médica, vinculada à Secretaria da Educação Superior do Ministério da Educação, o descanso obrigatório deve começar logo após a realização de plantão noturno de 12 horas.

A resolução diz ainda que o descanso deve ser de seis horas consecutivas e proíbe o acúmulo de horas de descanso para serem gozadas depois.

A resolução considera o "desgaste físico e psíquico do médico residente" e as "evidências científicas que evidenciam o estresse sofrido" nos plantões.

Os programas que não cumprirem a resolução poderão sofrer penalidades que chegam até seu descredenciamento.

VEJA A ÍNTEGRA DA RESOLUÇÃO

RESOLUÇÃO CNRM Nº 4, DE 16 DE JUNHO DE 2011

Dispõe sobre o estabelecimento e condições de descanso obrigatório para o residente que tenha cumprido plantão noturno.

O presidente da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), no uso das atribuições que lhe conferem o decreto 80.281, de 05 de setembro de 1977, e a lei 6.932, de 07 de julho de 1981, e considerando o disposto no art. 5º da Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981, que se refere à carga horária semanal dos programas de residência médica, bem como a quantidade de horas semanais destinadas ao plantão;

Considerando o desgaste físico e psíquico do médico residente decorrente do treinamento em serviço desenvolvido em plantão;

Considerando as evidências científicas nacionais e internacionais que evidenciam o estresse sofrido pelos médicos residentes, durante o treinamento em serviço nos plantões e suas consequências, resolve:

Art. 1º: Estabelecer o descanso obrigatório para o residente que tenha cumprido plantão noturno.

§1º: O plantão noturno a que se refere o caput terá duração de, no mínimo, 12 (doze) horas.

§2º: O descanso obrigatório terá seu início imediatamente após o cumprimento do plantão noturno.

Art. 2º: O descanso obrigatório será de, invariavelmente, de 6 (seis) horas consecutivas, por plantão noturno.

Art. 3º: Não será permitido o acúmulo de horas de descanso para serem gozadas a posteriori.


Fonte: Folha de S. Paulo

Novo valor da bolsa para residentes deve ser pago em julho

A reportagem da Assessoria de Comunicação da Federação Nacional dos Médicos entrevistou esta semana o presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Victor Fernando Lima, a fim de informar os médicos residentes de todo país sobre a aplicação e vigência do novo valor da bolsa auxílio, instituído pela MP 536/2011, publicada no Diário Oficial da União em 24 de junho.

De acordo com a nova MP, os residentes devem receber, a partir de julho, bolsa auxílio no valor de R$ 2.384,82. Em junho, o valor correto ainda era o estabelecido pela MP 521/2010, de R$ 2.338,06, Os residentes que receberam o valor antigo da bolsa, equivalente a R$ 1.916,45, devem conversar com os representantes do hospital responsável pelo pagamento ou procurar as associações do seu estado. "A primeira coisa é tentar conversar no seu próprio hospital, pois na maior parte das vezes o problema é resolvido lá mesmo. Caso o problema não seja solucionado, o residente deve entrar em contato com as associações estaduais ou com a ANMR", explicou o presidente da associação.

Para Vitor Lima, a nova MP contempla as expectativas dos residentes, mas alguns pontos serão reivindicados com o relator da matéria, que ainda não foi designado pelo Congresso. "O grande temor dos residentes era o retorno do valor da bolsa e a perda dos direitos como moradia e alimentação e esses foram contemplados, mas por alguns pontos como a possibilidade de reajuste anual vamos lutar com o relator da nova medida para que tudo isso seja incluído."

A moradia, contemplada pela nova MP, ainda é, segundo o presidente da ANMR, uma luta constante com o governo. De acordo com Vitor Lima, não são todas as instituições que oferecem o benefício, o que prejudica os residentes.

"A moradia é o ponto de maior discussão com o governo. A grande questão é que existem diversos locais que ainda não oferecem moradia aos residentes e essa é uma luta contínua da ANMR com o governo para que isso seja cumprido."

Entenda o que aconteceu:

No último dia de seu governo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a MP 521/2010, que ampliava de R$ 1.916,45 para R$ 2.338,06 a bolsa auxílio dos médicos residentes de todo o país, mas a MP foi derrubada no Senado no início de junho por conta do prazo de votação.

Cedendo às pressões dos residentes que ameaçavam paralisar os atendimentos, a presidência da República publicou, no dia 24 de junho último, a MP 536/2011, que voltou a assegurar aos médicos residentes uma bolsa auxílio de R$ 2.384,82 por 60h/semanais, em regime especial de treinamento em serviço, além de licença paternidade de cinco dias ou licença maternidade de cento e vinte dias.


Fonte: FENAM

19 maio 2011

 
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