Aleitamento materno, redução da mortalidade infantil e contato com a mãe. Esses são alguns dos objetivos do projeto Mãe Canguru desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde Pública no Hospital Dr. José Pedro Bezerra/Santa Catarina - Natal. Nesta sexta-feira (6/05) o hospital realizou uma festa em comemoração ao dia das mães, no setor "Mãe Canguru".
Durante o evento houve homenagem às mães com coral de crianças, um lanche e a entrega de lembranças. A equipe multidisciplinar – que conta com pediatra, psicólogo, assistente social, fonoaudiólogo, enfermeiro, entre outros – organizou um dia de beleza com as mães participantes do programa. Cada uma delas poderia fazer o cabelo, as unhas e maquiagem. Em seguida, elas participaram de um ensaio fotográfico com seus bebês. A mãe dos gêmeos Diogo e Diego, Rosenira, contou que nunca havia ido a um salão de beleza e que adorou ser fotografada. "Parece um sonho", disse.
Projeto Mãe Canguru
O projeto tem como finalidade melhorar a qualidade de vida do bebê prematuro e também trabalha orientando as mães a cuidar dos seus filhos. "Manter a mãe em contato com o bebê, pele a pele, ajuda no controle térmico e no estímulo sensorial da criança (ouvindo o coração da mãe, sentindo o cheiro e o gosto do leite)", explicou a pediatra responsável pelo setor, Devani Ferreira Pires.
O método se desenvolve em três etapas. A primeira ocorre após o parto. Se a criança necessitar de maiores cuidados, ela será encaminhada à Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (Utin). Nesta etapa, a mãe tem livre acesso ao filho com o intuito de estimular o contato entre eles. Na segunda fase do processo, o bebê vai para o setor "mãe canguru" e as mães se tornam responsáveis pelo filhos, mas com a orientação da equipe. Elas devem manter a criança entre os seus seios, na posição vertical pelo máximo de tempo possível. A última etapa consiste no acompanhamento domiciliar e ainda está sendo implementada.
Na impossibilidade de a mãe não poder estar com o filho durante o programa, é possível que outra pessoa acompanhe o bebê. A pediatra esclareceu que basta a mãe designar alguém e em seguida a equipe médica precisa estar de acordo com a escolha. Ela contou ainda que já aconteceu de ter uma avó e uma mãe adotiva nesse projeto.
Fonte: Sesap/RN



09:57
Diego Torquato
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