23 novembro 2010

Natal concentra 53,62% dos médicos do RN

A cidade de Natal concentra 53,62% dos médicos do Rio Grande do Norte. Os dados são da pesquisa Assistência Médico-Sanitária (AMS 2009), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Do total de médicos, 5.172 deles estão lotados na capital. A consequência dessa concentração é a superlotação dos hospitais de Natal, em virtude da falta de atendimento nas unidades de saúde do interior.

“Essa é uma realidade não só do RN, mas de todo o Brasil. Os fatores que fazer os médicos escolherem a capital são muitos. O mais importante deles é a falta de condições de trabalho. No interior o médico geralmente tem um único vínculo, na capital ele tem a possibilidade de complementar sua renda com consultas particulares”, explica o presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira.

Para o cirurgião geral do Hospital Walfredo Gurgel, Rafael Araújo, o profissional que busca qualificação não que atender nas cidades do interior. “Dificilmente um médico especializado, vai querer clinica no interior onde só vai atender aos casos básicos. Um cirurgião, por exemplo, só vai realizar cirurgia de hérnia”, disse.

Outro fator apontado pelo presidente do Sinmed é o autoritarismo dos gestores da saúde do interior. Segundo o médico, os contratos são temporários ou, até mesmo verbais, o que não oferecem segurança para os médicos. “O profissional não pode discordar ou reclamar do gestor sob pena de ser exonerado. Dessa forma ninguém quer trabalhar”, disse. Mas não são apenas os médicos que preferem trabalhar na capital.

Dos 2.936 enfermeiros do RN, 1.057 (36%) estão lotados na capital. O mesmo acontece com os odontólogos. São 2.392 no Estado e 1.070 (44,73%) lotados em Natal.

Outro dado apontado na pesquisa diz respeito a diminuição a aumento do número de estabelecimentos de saúde no período de 2005-2009. No RN, em 2005 era 1.639, no ano passado foram registrados 1.932, um aumento de 17,87%.

O detalhe é que apenas 174 estabelecimentos possui serviço de internação,1.487 não oferece internação e 271 serviço de apoio à diagnose e terapia. “Essa também é uma tendência nacional, que acontece devido a criação dos Programas de Internamento Domiciliar e de Saúde da Família, que diminui a internação em hospitais”, explicou o cirurgião.

Fonte: TN

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